O Anticristo

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Anticristo

Esse personagem é mencionado principalmente nos livros de Daniel, 2 Tessalonicenses e Apocalipse. Mas quem é o anticristo e o qual o papel dele no fim dos tempos?

Primeiramente, vamos verificar inicialmente como a Bíblia define o anticristo:

A Bíblia define o anticristo como o filho da perdição e homem do pecado

Conforme 2 Tessalonicenses 2:3-4:

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado , o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”

É muito importante mencionar que “filho da perdição” foi também o termo que Jesus usou para se referir a Judas Iscariotes, em João 17:12:

“Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.”

Seria coincidência? A Bíblia afirma que Judas Iscariotes foi possuído pelo próprio Satanás, conforme Lucas 22:3-4:

“Entrou então Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze; e foi ele tratar com os principais sacerdotes e com os capitães de como lho entregaria.”

O anticristo também será possuído pelo próprio Satanás

Paulo assim afirma em 2 Tessalonicenses 2:7-10:

Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há ém até que seja posto fora;

e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;

a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,

e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.

 

Portanto, Judas Iscariotes e o anticristo são os únicos a serem possuídos pelo próprio Satanás, segundo a Bíblia.
Em 2 Tessalonicenses 2:3-4 e 7-10 (acima citados), a Bíblia nos mostra uma das características principais do anticristo, que é se opor a tudo que é de Deus, inclusive os cristãos.

Em Daniel 7:8,11,21 e 25-26, estão também mais características do anticristo.
O anticristo é descrito por Daniel como o “pequeno chifre”:

8. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.

11. Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo.

21. Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles,

25. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.

26. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim.

O espírito do Anticristo

Existe um detalhe muito importante que necessitamos comentar nesse estudo. Para que o anticristo chegue ao cenário mundial com êxito, é necessária uma preparação psicológica da população mundial para que ele seja totalmente aceito assim que chegar. Assim como existe hoje a difusão na mídia de que a marca da besta seria algo bom, prático e atrativo, o mesmo ocorre de forma subliminar para que o anticristo seja aceito assim que for eleito líder mundial.

Por isso, tal como João descreveu em 1 João 4:2-4, o espírito do anticristo já opera hoje realizando exatamente esse trabalho, cujo objetivo é desacreditar a divindade de Jesus Cristo. Alguns exemplos:

  • Equipes que alegam ter encontrado o suposto túmulo com os ossos de Jesus
  • A descoberta do “Evangelho” de Judas
  • Sacerdotes da própria igreja negando o holocausto judeu da Segunda Guerra Mundial

O termo anticristo significa em oposição a Cristo, ou em oposição ao Ungido. De agora em diante, será cada vez mais frequente esse tipo de reportagem. É a intensidade da operação do espírito do anticristo aumentando até culminar na chegada do anticristo em pessoa.

A nacionalidade do anticristo

A nacionalidade do anticristo tem sido uma das maiores questões hoje. Existem apenas suposições e pistas. Vamos a elas. Apocalipse 13:1 diz:

“E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.”

Isso se refere ao mar de pessoas que vivem em volta do mar Mediterrâneo. Daqui se tira que será um gentio, não um judeu. Daniel 8:8-9 diz o seguinte:

“E o bode se engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu. E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.”

Em Daniel 8, Daniel tem uma visão sobre o império grego se sobrepondo ao império persa, o que sugere que o anticristo (representado pelo chifre menor) tenha, em parte, descendência grega.

Daniel 9:26 se refere ao anticristo como um príncipe que há de vir, o que quer dizer que terá também linhagem da raça que destruiu Jerusalém. Na história, essa linhagem é o império Romano, o que sugere que o anticristo também terá descendência romana.

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.” (Daniel 9:26)

Daniel 11:36-37 diz que o anticristo não fará caso do deuses de seus pais. A expressão “respeito ao Deus de seus pais” sugere que os pais do anticristo seguiam ao Deus Altíssimo. Tal fato sugere que o anticristo também terá linhagem judaica.

Nota: A tradução Almeida Corrigida Fiel é a única que nos dá a pista da descendência judia, pois traduz o versículo para “…respeito ao Deus de seus pais…”. As outras traduções, como a Almeida Revista e Atualizada e a NVI, suprimem essa informação e traduzem o mesmo versículo como “respeito aos deuses de seus pais…”, sugerindo que os pais do anticristo já seguiriam a falsos deuses, em vez do Deus Todo-Poderoso.

“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá.” (Daniel 11:36-37)

Portanto, a Bíblia sugere que o anticristo terá descendência greco-romana-judaica.

  • O gênio e o poder do anticristo
  • Gênio intelectual (Daniel 7:20)
  • Gênio de oratória (Daniel 7:20)
  • Gênio da política (Daniel 11:21)
  • Gênio do comércio (Daniel 8:25)
  • Gênio militar (Daniel 8:24)
  • Gênio em administração (Apocalipse 13:1-2)
  • Gênio religioso (2 Tessalonicenses 2:4)

 

O Anticristo trará paz ou guerra?

O Anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras ele será destemido e destrutivo.
O Anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades são resumidas em Daniel 9.27:

“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

Em Apocalipse 6.2, João apresenta o Anticristo ao escrever: “Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.”

Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. Ainda assim, a instabilidade política é profunda em muitas regiões do mundo.

A busca de uma paz permanente no Oriente Médio exige muita atenção e produz muitas manchetes; muitas vidas e carreiras foram sacrificadas na tentativa de trazer paz à região.

Em última análise, no entanto, não haverá paz duradoura no mundo enquanto ele não for governado por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.

Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Como líder da confederação multinacional, ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando e formulando um tratado de paz para Israel. O Dr. Walvoord escreve sobre essa paz:

Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo.

Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar.

Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas.[1]

No decorrer dos séculos, cristãos e judeus fiéis seguiram a exortação de Salmo 122.6 de “orar pela paz de Jerusalém.” Mas a falsa paz do Anticristo não é a “paz de Jerusalém.” O tratado ou aliança de paz do Anticristo só trará uma paz temporária e superficial à região.

A princípio ela poderá ser eficaz e reconfortante, mas não durará. Depois de três anos e meio ela será quebrada e os gritos de alegria serão substituídos por gritos de aflição. Como todas as obras de Satanás, a vitória proclamada acabará em dor e violência:

Apesar dos detalhes da aliança não serem revelados na Bíblia, aparentemente ela trará grande alívio para Israel e para todo o mundo. O tempo de paz é previsto nas profecias de Ezequiel que descrevem Israel como um povo “em repouso, que vive seguro” nessa época (Ez 38.11).

Em 1 Tessalonicenses 5.3 a frase que estará na boca do povo antes da Grande Tribulação cair sobre eles é: “Paz e segurança.” …A paz de que Israel desfrutará por três anos e meio se transformará tragicamente numa paz falsa e no prelúdio de um tempo de angústia incomparável, quando dois de cada três israelitas morrerão na terra (Zacarias 13.8).[2]

Num determinado ponto, por volta da metade da Tribulação, a paz de Israel será desafiada por exércitos invasores do norte (Ezequiel 38-39).

Esses exércitos atacarão Israel, desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo e sua autoridade. Mas Deus intervirá a favor de Israel, protegendo-o e aniquilando os exércitos invasores (Ezequiel 38.19-39.5). Isso se realizará em parte por um terremoto (38.19,20), em parte por confusão militar (38.21), e por uma praga acompanhada de granizo e fogo (38.22).

Depois desse conflito e da quebra da aliança com Israel, o Anticristo se declarará líder mundial. Isso poderá ser resultado da sua vitória sobre os exércitos invasores.

O Dr. Walvoord escreve que “o líder da confederação de dez nações se encontrará numa posição em que poderá proclamar-se ditador mundial, e aparentemente ninguém será forte o suficiente para lutar contra ele.

Sem ter que lutar para conseguir isso, ele governará o mundo como instrumento de Satanás.”[3] Seu poder e força aumentarão, assim como sua tirania, e isso resultará num desafio final da sua força militar e política, que culminará na batalha de Armagedom (Apocalipse 16.14-16).

Como tantos líderes e governantes antes dele, o Anticristo prometerá paz e travará guerras. Ele entrará num conflito de consequências globais – um conflito definitivo do tipo “quem ganhar fica com tudo” – e será derrotado e destruído por Jesus Cristo (veja Salmo 2)

Franklin

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